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Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (em russo Михаил Александрович Бакунин; Premukhimo, 30 de maio de 1814 — Berna, 1 de julho de 1876), também aportuguesado de Bakunine ou Bakúnine, foi um teórico político russo, um dos principais expoentes do anarquismo em meados do século XIX.
Nascido no Império Russo de uma família proprietária de terras de tendência nobre, Mikahil Bakunin passou sua juventude em Moscou estudando filosofia e começou a frequentar os círculos radicais onde foi em grande medida influenciado pelas ideias de Aleksandr Herzen. Deixou a Rússia em 1842 mudando-se para Dresden (Alemanha), e depois para Paris (França), onde conheceu grandes pensadores políticos entre estes George Sand, Pierre-Joseph Proudhon e Karl Marx.
Foi deportado da França por discursar publicamente contra a opressão russa na Polônia. Em 1849 foi preso em Dresden por sua participação na Rebelião de 1848. Levado de volta ao Império Russo, foi aprisionado na Fortaleza de Pedro e Paulo em São Petersburgo, permanecendo preso até 1857, quando foi exilado em um campo de trabalhos forçados na Sibéria. Conseguiu escapar do exílio na Sibéria indo para o Japão, mudou-se para os Estados Unidos, e de lá retornou para Londres, ficou nessa cidade durante um curto período de tempo em que juntamente com Herzen colaborou para o periódico jornal radical Kolokol ("O Sino"). Em 1863 Bakunin partiu da Inglaterra para se juntar a insurreição na Polônia, mas não conseguiu chegar ao seu destino, permanecendo algum tempo na Suíça e na Itália.
Apesar de ser considerado um criminoso pelas autoridades religiosas e governamentais, já naquela época, Bakunin havia se tornado uma figura de grande influência para a juventude progressista e revolucionária, não só na Rússia, mas por toda a Europa. Em 1868, tornou-se membro da Associação Internacional de Trabalhadores, uma federação de progressistas e organizações sindicais com grupos em grande parte dos países europeus.
Em 1870, entrou na insurreição de Lyon, um dos principais precedentes da Comuna de Paris. Em 1872 Bakunin havia se tornado uma figura influente na AIT, fazendo com que, através de suas posições o congresso ficasse dividido em duas tendências contrapostas: uma delas que se organizava em torno da figura de Marx que defendia a participação em eleições parlamentares e a outra, de caráter libertário, se opunha a esta participação considerada não revolucionária, se articulava em torno de Bakunin.
A posição defendida pelo círculo de Bakunin acabaria sendo derrotada em votação, e ao fim do congresso, Bakunin e muitos membros foram expurgados sob a acusação de manterem uma organização secreta dentro da Internacional. Os libertários, entre eles Bakunin responderam a acusação afirmando que o congresso fora manipulado, e que por esse motivo organizariam sua própria conferência da Internacional em Santo-Imier na Suíça depois de 1872.
Bakunin manteve-se envolvido com muita atividade no âmbito dos movimentos revolucionários europeus. De 1870 à 1876, escreveu grande parte de sua obra, textos como Estadismo e Anarquia e Deus e o Estado. Apesar de sua saúde frágil, tentou participar em uma insurreição em Bolonha, mas foi forçado a voltar para a Suíça disfarçado, para receber tratamento médico. Mais tarde, morando em Lugano conviveu com Errico Malatesta.
No final de sua vida com muitos problemas de saúde, foi levado da Itália para um hospital em Berna, onde morreu em 1876.
Bakunin é lembrado como uma das maiores figuras da história do anarquismo e um oponente do Marxismo em seu caráter autoritário, especialmente das ideias de Marx de Ditadura do Proletariado. Ele segue sendo uma referência presente entre os anarquistas da contemporaneidade, entre estes, nomes como Noam Chomsky.[1]
Crowley também era um hedonista, usuário recreacional de drogas, e crítico social. Em muita de suas façanhas ele "iria contra os valores morais e religiosos do seu tempo", defendendo o libertarianismo baseado em sua regra de "Faz o que tu queres".[1] Por causa disso, ele ganhou larga notoriedade em sua vida, e foi declarado pela imprensa do tempo como "O homem mais perverso do mundo."[2][3][4][5] Além de suas atividades esotéricas, ele era também um premiado jogador de xadrez, um alpinista, poeta, dramaturgo e foi alegado que ele também era um espião para o governo britânico.[6]
Em 2002, uma enquete da BBC descrevia Crowley como sendo o septuagésimo terceiro maior britânico de todos os tempos, por influenciar e ser referenciado por numerosos escritores, músicos e cineastas, incluindo Jimmy Page, Alan Moore, Ozzy Osbourne, Raul Seixas, Marilyn Manson, e Kenneth Anger. Ele também foi citado como influência principal de muitos grupos esotéricos e de individuais na posterioridade, incluindo figuras como Kenneth Grant, Gerald Gardner e Amado Crowley.[7]
Affonso Schmidt[1] (Cubatão, 29 de junho de 1890 — 3 de abril de 1964), também grafado Afonso Schmidt[2], foi um jornalista, contista, romancista, dramaturgo e ativista anarquista brasileiro.Em Cubatão fundou o jornal Vésper, e na cidade de São Paulo fez parte da redação dos importantes periódicos libertários, A Plebe e A Lanterna, ao lado de figuras lendárias do movimento anarquista brasileiro como Edgard Leuenroth e Oreste Ristori. Ocupou ainda posições na redação dos jornais Folha e O Estado de São Paulo. Na cidade do Rio de Janeiro, fundou o jornal Voz do Povo, que a seu tempo tornou-se o órgão de imprensa da Federação Operária.[3]
APENAS ALGUNS, ABAIXO TODOS